8 diferenças entre a primeira e a segunda gestação

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Para quem não sabe, estou grávida novamente. Lucas terá 1 ano e meio quando a Alice nascer. Engravidei quando o Lucas tinha apenas 9 meses e, antes que me perguntem, não foi acidente. Meu marido e eu somos filhos únicos e por isso sempre tivemos o desejo de termos dois filhos.

Quando o Lucas nasceu eu tinha 34 anos e não queríamos esperar muito tempo para ter o próximo filho. O Lucas trouxe uma mudança radical na nossa vida, especialmente na minha. Por mais participativo que seja o pai, por mais presente que ele seja, nada se compara às mudanças na vida da mãe, desde o corpo até a mentalidade, desde a profissão até a vida social. Sendo a “Suzie sincerona”  depois de tantas mudanças, estava claro para mim que se eu esperasse o Lucas crescer um pouco mais, ter uns 3 anos para eu engravidar de novo, acho que ia perder a coragem de passar por todo o perrengue que é ter um bebê pequeno.  Minha opção foi passar essa dura fase de uma vez ou o mais próxima possível.

Vou sim ter que trocar fraldas em dobro, me desdobrar para dar banho, trabalhar, arrumar a casa, conseguir tomar um banho às vezes e etc, mas com a esperança de que auando as crianças desfraldarem, comerem sozinhas e estiverem na escolinha vai ser tudo mais fácil. ATENÇÃO: Se você é mãe e acha que essa maravilha de mundo ideal que eu estou pintando na minha cabeça daqui há alguns anos não vai existir, por vaor não me desanime. Me deixe com a minha ilusão, ok? Rs…

Mas falando de diferenças entre gestações, resolvi contar algumas aqui. Experiências da maternidade são sempre válidas para alguém.

  1. Gravidez mais tranquila

A primeira pessoa a agradecer a segunda gestação é obstetra, com certeza. Mães de primeira viagem tendem a atormentar a vida dos seus médicos o tempo todo com todo o tipo de pergunta. Não que eu tenha sido dessas mães, pois sempre procurei poupar o meu obstetra de perguntas insanas durante a madrugada. Nunca fui dessas mães alarmadas que mandam a foto da tinta do cabelo para saber se pode usar, que iram foto do dedão do pé inchado, essas coisas, mas sempre surgia uma pergunta que hoje, na segunda gestação, não me preocupo mais em fazer para o obstetra, pois já conheço bem os sintomas e dificuldades da gravidez.

Na verdade acho que já conheço e me lembro tanto, pois as gestações foram bem próximas, que até me esqueço que estou grávida muitas vezes.

2. Falta de tempo e culpa

Esse é um item fundamental dessa lista, especialmente se você tem um bebê pequeno. Na primeira gestação eu me dedicava incondicionalmente a tudo. Lia tudo sobre gestação, amamentação, sintomas, partos, relatos e etc. Na segunda tem sido impossível.  Lucas tem uma energia infinita que me suga todas as forças. Não dá tempo de passar óleo na barriga pra não ter estrias, ir na hidroginástica, chamar toda a família para comparecer no ultrassom, fazer o chá de bebê, arrumar o enxoval, cantar pra barriga, fazer o bebê ouvir Mozart com fones de ouvido e todas essas coisas doidas que fazemos. Olha, amiga, futura mamãe de segundinhos (e terceiros e quartos e quintos e etc), não está fácil.

E a falta de tempo gera algo que em mim é muito forte, a culpa. Não sei se todas as mães passam por isso, mas todos os dias me sinto culpada de não conseguir dar para a gravidez da Alice a mesma atenção que dei para a do Lucas. Isso me mata!

3. Sentidos do corpo

O bom da segunda gravidez é já conhecer os sintomas. Já sei quando terei as dores nas costas, a partir de quanto tempo os pés vão inchar alucinadamente. Já sei a sensação do bebê mexer, tanto é que na do Lucas comecei a sentir as mexidinhas lá pela 20ª semana, na da Alice já percebia pequenos movimentos na 15ª semana.

E das coisas que ouvimos e não são lendas, a barriga cresce mais sim e mais rápido na segunda gestação. Convivam com isso!

4. Cansaço

Amiga, se você está cansada na primeira gravidez, se prepara que a segunda é punk. Quando você não tem o primeiro bebê ainda, tudo é motivo para descansar e aquela soneca no meio da tarde de sábado ou depois do almoço de domingo é super viável e rejuvenescedora. A segunda gravidez, com outro filho para dar atenção, é impossível descansar. No meu caso, como o Lucas ainda é pequeno, a sensação de zumbi  exausta que eu tinha quando ele acordava a cada 3 horas (ou menos) para mamar de madrugada nos primeiros meses é apenas uma extensão da minha vida. Mesmo o Lucas não acordando mais para mamar à noite, eu continuo tão cansada e acabada como naquela época.

5. Dores no corpo

Eu achava que ter mais dores no corpo na segunda gestação era mais uma das lendas na maternidade,  mas descobri, na prática, que não é não. Estou mais velha do que na primeira gestação, cuido de um bebê pequeno, me desdobro, corro, brinco, troco fraldas, pego no colo, isso acaba com as minhas costas e pernas, que já tem mais varizes e incham mais rapidamente.  E novamente vem a tona o fator cansaço, pois os sintomas de dor parecem não ir embora nunca mais, à medida que eu não consigo descansar o suficiente para repor as energias e a vitalidade do corpo.

6. Falta de atenção

Se na primeira gravidez a grávida é parte fundamental no processo, na segunda gravidez, ainda mais no meu caso, com um filho bem pequeno, eu sou parte completamente esquecida do processo. Ninguém se lembra (exceto minha mãe.. obrigada, mãe) que eu também tenho que comer, que tenho muito cansaço e preciso descansar, que eu não posso ficar carregando peso e querendo fazer sozinha a decoração do quarto do novo bebê, que eu estou com os hormônios à flor da pele, que estou exausta por cuidar de um bebê pequeno e ainda ter outro na barriga, que enquanto um esperneia que não quer comer ou está com sono e não quer dormir, ainda por cima eu tenho outro chutando desesperadamente na barriga. Sendo a “Suzie sincerona” novamente, sinto falta da atenção que me davam na primeira gravidez.

7. Preocupações diferentes

Se na primeira gravidez o foco era todo no bebê na barriga, na segunda o foco tem sido o filho mais velho. Me preocupo bastante em dar atenção para o Lucas, em estar disposta para brincar com ele, em coordenar a chegada da Alice de maneira natural e que não impacte drasticamente a vida do primeiro filho, que ele não morra de ciúmes na maternidade, que não se sinta rejeitado e etc. Como me disse uma vez a pediatra do Lucas: “Agora você tem preocupações em dose dupla. Uma criança precisa de cuidados e a outra precisa ser cuidada.” Acho que é bem isso, a Alice além do amor e carinho, precisa de cuidados básicos de todo recém-nascido, mas o filho mais velho, mesmo já tendo passado a fase de cuidados essenciais, agora precisa ser cuidado no psicológico para que não se sinta rejeitado, com ciúmes exagerado, trocado e etc.

8. Enxoval

A grande vantagem de ter o segundo filho é aproveitar muita coisa do primeiro. Mesmo minha primeira gestação sendo de um menino e a segunda de uma menina, vou reutilizar quase tudo, desde roupinhas até brinquedos.

E você, mamãe de mais um filho, acrescentaria quais itens nessa lista?

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