Cada bebê uma sentença: Minha experiência com o segundo filho

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Agora como mãe de dois filhos, o Lucas de 1,6 anos e a Alice de 20 dias, já tenho alguma experiência para passar sobre o assunto.

Posso dizer que o segundo filho é mais fácil. A maternidade do segundinho torna-se mais leve com base no conhecimento prévio que temos sobre o assunto. O primogênito é cheio de cuidados, alguns até exagerados. Lembro-me de ficar neurótica checando a respiração do Lucas a cada 2 minutos, por meses. Chegava ao ponto de colocar um espelhinho perto do nariz dele pra ver a fumacinha se formar. Coisas de mãe de primeira viagem. Já com a Alice eu simplesmente apago de cansaço quando ela dorme e só vou lembrar que está viva quando ela chora de fome perto de 3h de abstinência do “tetê”.

Mas cada bebê é uma sentença e as dificuldades são diferentes. No meu primeiro, por exemplo, não tive nenhuma dificuldade com a amamentação. Lucas mamava com perfeição, tinha a pega perfeita e uma fome de leão. Eu ficava enlouquecida porque ele nasceu no verão, sofria com o calor a ponto de fazer gotas enormes de suor na pele pra mamar, sem falar que ele passava horas no meu peito esfomeado e não dormia quase nunca. Eu tinha lido tudo sobre amamentação e as dificuldades com isso e, por ironia do destino, não era esse o “problema” do meu primeiro bebê. Ele também nunca teve cólicas e a introdução alimentar foi um sucesso.

A questão fundamental com meu primeiro filho sempre foi o sono. Dormia mal e super pouco. Naquela época me diziam que os recém nascidos dormiam quase 18h por dia, mas meu bebê o dia todo se chegasse a dormir umas 10 ou 12h era quase um milagre. Eu enlouqueci com a privação de sono no meu primogênito e ele não ficava no berço pra me dar uma “folga” de jeito nenhum. Li tudo a respeito de sono e eu era quase uma especialista no assunto. Testei todos os métodos possíveis, exceto deixar chorar porque nunca concordei com os métodos radicais, mas nada nunca funcionou. Ele tinha o ritmo indefinido de sono dele e posso dizer que só hoje, com quase 2 anos, ele está mais regular nessa questão. Hoje ele dorme umas 2h depois do almoço com facilidade e dorme à noite toda, das 20h até umas 7h da manhã. Ainda tem dias que ele acorda o meio da noite, mas são exceções.

Já a minha segunda filha, que hoje tem menos de um mês, dorme bem na maioria do tempo, tanto de dia quanto de noite, mas eu tive surpresas diferentes com ela.

Com a Alice tive alguma dificuldade de amamentação, meus seios incharam muito logo no inicio e ela não conseguia ter a pega correta de jeito nenhum. Mesmo com uma experiência super positiva nesse quesito com o bebê anterior, tive que recorrer a uma consultora de amamentação nos primeiros dias do segundo bebê, logo que voltamos da maternidade pra casa. Meus seios cheios de leite, com uma dor insuportável e os bicos todo rachados me fizeram chorar muitas vezes de dor e de desespero porque eu não conseguia fazer a Alice mamar direito.

Recebi a indicação da Sandra Alvarenga com consultora de amamentação. Ela atende à domicílio e veio me salvar a vida numa segunda-feira de manhã. Por duas horas ela me ensinou a massagear o seio para aliviar a dor e “desempedrar” o leite, amaciando o bico para a minha filha conseguir fazer a pega correta. Pacientemente também me ajudou a acertar a pega do bebê no seio. Foram duas horas de aprendizado intenso, mas que valeram a pena. Depois continuei tendo o atendimento da Sandra por WhatsApp, sempre solicita e me tirando várias duvidas até que as coisas se acertassem por aqui na amamentação. Hoje eu e Alice funcionamos super bem e eu sigo feliz conseguindo amamentar meus dois filhos do com leite materno.

Lucas mamou até 1,2 anos (6 meses exclusivos de leite materno é depois seguiu mamando mesmo com a introdução alimentar) e desmamou sozinho, para minha frustração, que queria ter amamentado meu garotinho até os dois anos. Com 1 anos ele passou a rejeitar o seio, mesmo com mais de dois meses de tentativas frustradas da minha parte em oferecer a ele o peito até que eu me resignasse e aceitasse a vontade dele. Alice segue mamando em paz em seu primeiro mês de vida e espero conseguir amamentá-la até quando ela quiser.

No primeiro filho o meu puerpério também foi bem difícil. A maternidade caiu em mim com uma depressão profunda. Naquela época eu ficava o dia todo sozinha e, para quem estava acostumada a ter uma via ativa e independente, ficar à mercê de um bebê e suas necessidades, além da privação de sono, me levaram a uma depressão que demorou meses para eu me recuperar. Eu cheguei a ficar tão deprimida que pensei mesmo em coisas terríveis comigo e me lembro de passar dias prostrada na cadeira de amamentação com uma tristeza que parecia sem fim, choros infinitos meus e sem ânimo para qualquer atividade. Foram meses assim é uma recuperação lenta de atividades e auto estima. Já o segundo filho esse processo foi mais leve, pois eu estava mais preparada para o que viria, pois já tinha sentido na pele as dificuldades da maternidade. Alem disso, no nascimento do segundo bebê eu tive companhia constante da minha mãe, que fez uma diferença enorme na minha vida. No nascimento do meu primeiro filho minha mãe passava pra me ver todos os dias, mas ainda estava trabalhando. Ela se aposentou de vez quando Lucas tinha dois meses de vida e desde então vinha todos os dias para minha casa e me fazia companhia e me ajudava o dia todo, até meu marido chegar do trabalho no fim do dia. Minha mãe é o anjo na minha vida! E é assim até hoje. Quando a Alice nasceu minha mãe estava comigo desde então, o que tornou esse processo de receber um novo bebê bem mais leve na segunda experiência. Além disso, eu tenho meu filho mais velho agora para cuidar e dar atenção. Ele é um bebê ainda e com seus 1,6 anos ainda me dá uma demanda enorme de cuidados e atenção, o que me ocupa a mente e as atividades do dia inteiro, alegrando a casa e o coração.

Outra “pegadinha” da minha segunda filha são as cólicas. Meu primeiro filho teve raros episódios de cólica, mas a segunda, em compensação, tem sofrido mais com isso. Se não fossem as cólicas acho que ela dormiria ainda melhor, mas não posso reclamar. Cada bebê uma sentença, mas tenho dois filhos ótimos e saudáveis. E seguimos felizes por aqui, apesar do cansaço.

Ah, e para quem quiser o contato da Sandra como consultora de amamentação, super indico: (11) 99294-9926 Experiência aprovada por aqui!


A foto é da Sandra Alvarenga, a salvadora da minha pátria 🙂

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